Terapia dos chás – parte 2

Todo dia agrade a si mesmo.
Prazer do dia: beba suco de limão batido com folhas de erva cidreira.

Texto: Dennia Trindade
Revisão: Ju Tolêdo

Fizemos um post sobre o poder dos chás, onde falamos sobre chá verde, anis estrelado, camomila, hortelã e erva doce.

É importante comprar os chás em um fornecedor de confiança. Aqui em Goiânia, nosso parceiro Nação Verde possui todas estas plantas, cuidadosamente selecionadas para que seu chá realmente fique gostoso e faça efeito.

Continuando nossas descobertas sobre a terapia dos chás, aqui vão mais algumas plantas que possuem propriedades terapêuticas valiosas:

chá de melissa

 

  • Melissa officinalis, a erva cidreira: a erva cidreira é considerada, por muitos estudos, como uma planta útil  a prevenção de várias doenças neurológicas, como Alzheimer. Ela também é vista como um poderoso agente de proteção de várias doenças neurológicas associadas à lesão isquêmica cerebral.

 

  • chá de hibiscoHibiscus L, o hibisco: estudos relataram que o hibisco aumenta compostos antioxidantes endógenos (produzidos pelo próprio organismo) no coração de camundongos, e também evita grandes lesões do miocárdio ocasionadas pela isquemia. Além de estimular antioxidantes endógenos, o hibisco é riquíssimo em antocianinas – antioxidante responsável pela coloração avermelhada intensa desta planta. Esta capacidade antioxidante é comprovada in vitro e in vivo, garantindo sua eficaz captação dos radicais livres. Outros efeitos terapêuticos envolvem hepatoproteção, atividade antibacteriana e anti-hipertensiva.

 

  • chá de quebra pedraPhyllanthus niruri L., o quebra pedra: pesquisadores apontam o quebra pedra como um potente protetor da cirrose hepática em camundongos. A evidência preliminar foi de que a progressão da cirrose hepática induzida por tóxicos pode ser barrada, explicando seu efeito. E a fama de protetor do fígado não acaba por aí: além da cirrose, o quebra pedra reduz os efeitos patológicos do fígado na hepatite B! Além do seu papel no fígado, o Phyllanthus niruri tem outra função, que fez jus ao seu nome: quebra pedra! Ele age na prevenção da litíase renal (pedra nos rins), inibindo o crescimento de cálculos e mantendo os cristais dispersos na urina, eliminando-os mais facilmente.

 

  • espinheira santaMaytenus ilicifolia, a espinheira santa: O efeito protetor da “espinheira-santa” é comparado ao de medicamentos utilizados como anti-histamínicos de ação inibitória sobre a hemorragia digestiva e sobre a secreção gástrica de ácidos, comumente observados na úlcera péptica. O chá das folhas dessa espécie possui efeitos antiulcerogênicos e anti-inflamatórios em pacientes portadores de dispepsia ou úlcera péptica. Nos EUA, o extrato de suas folhas vem sendo empregado para úlceras, para recomposição da microbiota intestinal e inibição de bactérias patogênicas, e para regulação da produção de ácido clorídrico no estômago.

 

  • cavalinhaEquisetum s. p., a cavalinha: a cavalinha é utilizada principalmente como diurético, anti-inflamatório, cicatrizante, digestivo, hipoglicemiante (redutor das taxas de açúcar no sangue), remineralizante (recalcificação de fraturas), hipotensor e antioxidante. Seu suposto efeito hepatotóxico não é comprovado – ao contrário. Pesquisas apontam que, em doses regulares, a cavalinha possui efeito hepatoprotetor, graças aos seus compostos fenólicos e flavonoides.

 

  • oliveiraOlea europaea L., a oliveira: estudos mostraram que a folha de oliveira, quando suplementada por 12 semanas, melhorou significativamente a sensibilidade à insulina no pâncreas e capacidade de secreção de células-β em homens de meia-idade com excesso de peso e com risco de desenvolver a síndrome metabólica. Em outras palavras, ele pode ajudar portadores de diabetes tipo II. Em coelhos, repetidas doses da folha de oliveira apresentaram efeito antitrombótico.

Ufa! São tantos chás, com tantos estudos tentando comprovar – ou reafirmando – suas propriedades terapêuticas, que, a cada dia, novas descobertas são feitas e velhos mitos caem por terra. Muitos estudos são feitos em animais e sugerem que novas pesquisas precisam ser feitas acerca daquele ponto-chave estudado, no intuito de corroborar (ou não) a teoria inicial.

Mesmo que não haja 100% de certeza nos estudos, é bom saber que os dados apresentados acima são científicos, ou seja: pesquisadores do mundo todo estão realmente interessados em todo o poder que os chás têm!

E então? Vai um chazinho?

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One Response to “Terapia dos chás – parte 2”

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